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David Neeleman na mira da justiça


A Jetlines anunciou que iniciou procedimentos legais contra David Neeleman cofundador da WestJet e suas afiliadas por interferências tortuosas e outras violações comerciais.

A companhia aérea realizou um comunicado de imprensa, e alegou que David Neeleman, DGN Corporation e Breeze Aviation Group, Inc. violaram seus negócios. “A empresa iniciou um processo judicial no Tribunal Distrital dos Estados Unidos (Distrito de Connecticut) contra David Neeleman, DGN Corporation e Breeze Aviation Group, Inc. por interferência tortuosa na expectativa de negócios e violação da Lei de Práticas de Comércio Desleais de Connecticut”. 

A Jetlines afirma que aqueles que estão sendo acusados ​​tentaram destruir as relações entre a companhia aérea recém-fundada e um banco de investimento que encerrou seu compromisso de ajudar a cia a levantar novo capital de investimento, essencial para sua capacidade de iniciar operações como uma transportadora de custo ultra baixo (empresa Low Coast). A alegação é de que, Neeleman sabotou os planos para ajudar no lançamento de seu novo empreendimento, Moxy . A Jetlines acredita que a ação forçou uma espiral descendente, causando danos à sua reputação e conta bancária. “Entre outras coisas, a reputação da Jetlines nos setores aéreo e financeiro, e com potenciais investidores, foi prejudicada; A capacidade da Jetlines de obter financiamento crucial inicia operações de vôo e ganha receitas relacionadas foi adiada; O contrato de arrendamento da Jetlines para certas aeronaves foi rescindido, causando perda de US $ 2,2 milhões em depósitos não reembolsáveis; e o montante de financiamento disponível para a Jetlines foi reduzido significativamente ”, afirma os representantes da Jetline na denúncia.

Como a empresa ainda está em fase de incubação, qualquer oportunidade de investimento é crucial para o seu desenvolvimento. Portanto, se houve alguma interferência prejudicial, é compreensível o motivo pelo qual a companhia aérea gostaria de envolver advogados. Juntamente com Moxy e WestJet, Neeleman também co-fundou a Morris Air, JetBlue e Azul. Isso mostra a alta influencia do executivo na indústria da aviação.

A empresa não conseguiu garantir  o financiamento de 40 milhões de dólares de dois grupos de investimento. Isso significava que não poderia receber seus dois primeiros Airbus A320. Posteriormente, sua data planejada para o dia 17 de dezembro teve que ser adiada sem uma nova previsão.

David Neeleman
Nascido em outubro de 1959 na cidade de São Paulo, David Neeleman deixou o país aos cinco anos de idade para viver nos Estados Unidos, onde sua família morava antes de seu pai vir trabalhar no Brasil como jornalista.

Paulistano de nascimento, cidadão americano, pai de nove filhos e mórmon fervoroso, Neeleman adora dizer que trouxe humanismo ao transporte aéreo. “Dou aos clientes tudo aquilo que eles buscam: passagens baratas, aeronaves novas, atendimento diferenciado e entretenimento a bordo”.

Apesar do trabalho intenso durante a semana, ele aproveita bem os dias de folga. Frequenta a igreja todo domingo e passa os finais de semana apenas com sua família.

Hoje, David Neeleman é um dos maiores empreendedores da aviação. No entanto, sua infância e adolescência não foram glamourosas. O empresário tirava apenas notas razoáveis na escola. Frequentou a Universidade de Utah por apenas três anos, mais não concluiu.

Seu primeiro emprego foi vendendo pacotes turísticos para o Havaí para seus colegas de faculdade. Com pouco mais de 20 anos, Neeleman já era dono de uma agência de viagens, a IFS. Então June Morris ligou e disse que queria que Neeleman trabalhasse para ela na Morris Travel, outra agência de viagens de Salt Lake City. Com apena 24 anos, Neeleman ajudou a transformar a Morris Travel numa companhia aérea regular, a Morris Air, com foco em tarifas baixas (companhia Low Coast).

A companhia começou como uma operadora de voos charter e ganhou uma força tão grande no mercado americano que acabou sendo comprada pela Southwest, por US$ 129 milhões. Na negociação, Neeleman ganhou ações da Southwest e passou um breve período como executivo da empresa. Mas saiu de lá porque “eles não queriam um cara como eu, de 32 anos, dizendo o que deveria ser feito”, segundo ele. Fora da Southwest e com US$ 25 milhões no bolso, ele poderia simplesmente parar. Mas seguiu adiante. “O que me move não é dinheiro e sim a competitividade”.

Ao deixar a Southwest, ele criou o Open Skies. O sistema operava em terminais touch screen nos aeroportos e permitia reservas de bilhetes e auto check in. A empresa foi comprada pela HP em 1999 e seu produto ainda é utilizado por 80 companhias aéreas.

Enquanto desenvolvia o sistema Open Skies, David Neeleman também fundou a canadense WestJet Airlines, uma companhia aérea de baixo custo no Canadá, precursora do que viria a ser a JetBlue em 1996. atualmente é a segunda maior companhia do país, atrás da Air Canada e tem mais de 10 mil funcionários.

Em 2008, Neeleman anunciou a intenção de criar sua quarta companhia aérea. Ela seria voltada para o mercado doméstico brasileiro, seu país natal, a Azul, que é hoje a terceira companhia do setor no Brasil, com 15,87% de mercado e com a maior taxa de ocupação, 89,70%, em janeiro.

Em 2016 David Neeleman venceu a disputa pela compra da companhia aérea estatal portuguesa TAP. Neeleman enxerga uma forma de fazer sua próxima empresa aérea americana se destacar em um mercado no qual concorrentes grandes e pequenas parecem decididas a enfiar passageiros com orçamentos limitados em cabines apertadas.

Em janeiro de 2019, a nova companhia aérea, a Moxy Airways, que firmou um pedido de 60 unidades do Airbus A220-300.

Nossa equipe  procurou a assessoria de David Neeleman e da Canadense Jetlines para maiores informações sobre o caso, mas não tivemos respostas até o momento desta publicação. Atualizaremos o artigo assim que obtivermos novas informações.

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