História do Voo 123 da JAPAN AIRLINES


O Acidente é considerado o Maior com uma única aeronave.
Era 15 de agosto de 1985, o voo 123 da Japan Airlines, decolou de Tókyo, no aeroporto de Haneda.

Estavam em 24.000 pés quando o Cookpit gravou um estrondo, devido a uma rápida explosiva descompressão, O acontecimento é raro, pois toda a parede traseira se rompeu causando uma rápida descompressão, o que causou danos aos 4 sistemas hidráulicos do Jumbo 747-200. 

Houve perda parcial do Estabilizador Vertical, e o avião passou a fazer ações ascendentes e descendentes sem controle para os lados. Não havia muita coisa para se fazer, pois sem sistema hidráulico um 747 não funciona. O máximo para controlar era os motores, quando acelerava ele subia, e quando desacelerava ele mergulhava. Os pilotos mantiveram a aeronave a 22,000 pés e 250 Nós durante 22 minutos.


Declararam emergência para Tokyo, e para reduzir a velocidade baixaram o trem de pouso (que atuava já por gravidade). Mas isso alterou a aerodinâmica da aeronave fazendo ela perder altitude. Com essa perda de altitude eles começaram a avistar umas montanhas, então eles aceleram e conseguiram subir até aos 10.000 pés.


Depois de 40 minutos da decolagem, a tripulação desceu os Flaps, e como não tinham noção do problema, o avião começou a balançar violentamente fazendo a aeronave mergulhar numa razão de 18.000 pés por minuto. Eles conseguiram subir mantendo uma altitude de 5.000 pés, mas era pouca altitude pelo terreno que havia em volta.
E 42 minutos depois de ter decolado, ele chocou contra uma montanha. Milagrosamente 4 pessoas sobreviveram, das 524 pessoas a bordo(509 Passageiros e 15 tripulantes). 


INVESTIGAÇÃO

Foi descoberto durante a investigação, uma rachadura na parede traseira, devido a um pouso em que a cauda da aeronave havia arrastado no chão, e que causou danos expressivos, que atingiram a parede traseira do Jumbo. Danos esses, que os técnicos da Japan Airlines não tinham condições de consertar.

Então nada mais justo do que contratar a própria Boeing para consertar o avião. Eles desenharam como fazer o reparo, e durante a execução que a Japan Airlines executava, uma das placas que seriam rebitadas para suportar o esforço da pressurização nessa parte que tinha sido danificada, era de difícil instalação, e  como os mecânicos não estavam conseguindo instalar, essa placa foi divida em 2 o que levou a que o esforço que seria distribuído em  2 fileiras de rebites, tenha sido distribuído em apenas 1 fileira . 


E isso foi causando uma rachadura por 7 anos até o dia do acidente.


Mas como o avião perdeu os 4 sistemas hidráulicos independentes?

Pois bem, em Dezembro de 85 já havia uma resolução do FAA, pedindo para Boeing modificar os sistemas hidráulicos dos Jumbos 747. Todos os 747 do mundo tiveram que ser modificados, pois o avião perdendo 1 sistema hidráulico,os outros 3 sistemas atuavam. Perdendo 2, os outros 2 atuava, e mesmo se perder 3, 1 único sistema atuava e manteria o controle. Até mesmo as aeronaves que estavam na linha de montagem sofreram reparos. A Boeing instalou fusíveis entre os sistemas cruzados, que mesmo que houver uma catástrofe na parede traseira de compressão, não irá colocar em risco os sistemas hidráulicos. 

O FAA solicitou também a modificação na parede de proteção da pressão, para haver uma ventilação para evitar que a pressão danifique a fuselagem como aconteceu nesse acidente.

E foi Estabelecido que ninguém tem autoridade para alterar o desenho de reparo de um engenheiro, e também a maneira de inspecionar como está sendo feito o trabalho, também mudou. Mas isso não só mudou no 747? Não! o 767 e o 757 também tiveram essa mudança na parede de pressão e nos sistemas hidráulicos, tudo em virtude do acidente do 747.

Com isso, a aviação vem aprendendo com os seus erros no passado, para que hoje, a segurança do voo seja muito maior do que naquela época. Lembrando que não era inseguro voar, muito pelo contrário, a aviação é Segura, mas não é infalível, mas sempre visando a segurança dos passageiros em 1º Lugar!

Publicar um comentário

0 Comentários