Antigo CEO da Boeing recebe US$ 62 milhões em benefícios


Dennis Muilenburg, antigo CEO da Boeing, vai ter o seu nome associado a uma das maiores crises na história da gigante aeronáutica, na sequência de dois acidentes com aeronaves do modelo 737 MAX que resultaram na morte de 346 pessoas.A crise na Boeing atingiu tal dimensão que Muilenburg não lhe resistiu e foi despedido no mês passado depois de 35 anos de serviço.

Não vai ter direito a uma indemnização nem a bónus de desempenho correspondentes ao ano de 2019, como a Boeing deu conta num documento enviado à SEC, o supervisor da bolsa norte-americana. Além disso, Muilenburg abdicou de ações avaliadas em 14,6 milhões de dólares.

Mas Dennis Muilenburg está longe de deixar a empresa de mãos a abanar. O The New York Times avança que o antigo líder da Boeing tem direito a alguns benefícios, como outras ações e complementos de reforma. Esses benefícios valem 62,2 milhões de dólares.


As compensações financeiras de Dennis Muilenburg foram alvo de escrutínio no seu testemunho perante o Congresso dos Estados Unidos em Outubro durante a comissão de inquérito por causa dos dois acidentes com os 737 MAX da Boeing. Stephen Cohen, congressista democrata, chegou a perguntar a Muilenburg se aceitava um corte no seu salário. “Os familiares destas pessoas não voltam. Morreram. Você ainda recebe o seu salário”, disse Cohen na altura.

A resposta do então CEO da Boeing foi que o seu salário era determinado pela administração da empresa.

Após despedir Muilenburg, a administração da Boeing nomeou David Calhoun como CEO.

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