História do Voo MH370


No dia 08 de março, um Boeing 777-200 da MalaysIa Airlines, desapareceu dos radares e nunca foi encontrado.

O Voo decolou de Kuala Lumpur, na MalaysIa com destino à pequim na China, ao chegar no momento de trocar canal de informações do avião da malásia pro vietinã, o avião simplesmente sumiu dos radares, nenhuma informação mais sobre o avião.


Não existe qualquer falha em um Boeing 777 que faça ele desaparecer do nada, além disso, ele possui a tecnologia de altíssima qualidade, o que o torna o avião mais seguro do mundo, ah não ser que ele tenha desintegrado no ar, mas como sabemos, o avião ainda continuou voando.

O que fez o avião sumir dos radares, foi o desligamento do transponder, que ele é o responsável por emitir informações bonitinhas sobre o avião, o radar pergunta e o avião responde.

Até o instante do desaparecimento dos monitores de radar, a tripulação não havia relatado nenhuma anomalia com o voo. O sistema ACARS do avião também não enviou mensagens por satélite, o que deveria ocorrer automaticamente no caso de alguma falha.

AERONAVE

A aeronave envolvida neste incidente era um modelo Boeing 777-200ER, matrícula 9M-MRO, número de série 28420, teve o seu voo inaugural a 14 de maio de 2002 e foi entregue à Malaysia Airlines em 31 de maio de 2002.


Havia no avião um total de 239 pessoas, sendo 227 passageiros e 12 tripulantes. O comandante, Zaharie Ahmad Shah, de 53 anos, estava na Malaysia Airlines desde 1981.

Posteriormente, as autoridades descobriram que dois passageiros de nacionalidade iraniana embarcaram com passaportes de outras pessoas (de um italiano e de um austríaco), que haviam sido roubados meses antes na Tailândia.

Local do último contato e desaparecimento dos radares, sobre o Golfo da Tailândia
DIA 08 DE MARÇO

Ao se confirmar o desaparecimento da aeronave, as buscas foram iniciadas, concentrando-se naquela região. Em nenhum momento os radares chineses registraram a entrada da aeronave em seu espaço aéreo. Ao desaparecer dos radares, a sua altitude era de 10 700m e durante todo o voo, a tripulação não relatou nenhum problema.

Áreas iniciais de buscas definidas entre 9 e 11 de março
DIA 09 E 10 DE MARÇO

No dia 9, a China enviou dois navios para o local onde teria ocorrido o desaparecimento da aeronave dos radares. No dia anterior o presidente chinês Xi Jinping havia ordenado que fossem feitos "todos os esforços" para encontrar o avião.

A área de buscas no Mar da China foi aumentada de 50 milhas náuticas (90 km) para 100 milhas (180 km) de raio.

DIA 11 DE MARÇO

A Força Aérea da Malásia informou, após fazer leituras de seus radares, que o avião mudou sua rota durante o voo, indo para a direção oeste e se desviando assim da rota prevista entre Kuala Lumpur e Pequim

DIA 12 DE MARÇO

Sem nenhuma evidência precisa do paradeiro da aeronave e em meio a uma enorme confusão de informações desencontradas e hipóteses, as equipes continuam as buscas nas águas de ambos os lados da Península da Malásia e no Mar da China.

DIA 13 DE MARÇO

O jornal norte-americano Wall Street Journal publicou que a aeronave poderia ter voado por cerca de quatro horas, depois de desaparecer dos radares.

O Estreito de Malaca, sobre o qual o voo foi detectado por radares militares, cerca de uma hora depois do último contato.

DIA 14 E 15 DE MARÇO

No dia 14, as indicações de radares militares voltaram a ser citadas pelas autoridades malaias. Desta vez, a nova hipótese foi de que o avião mudou deliberadamente de rota, em uma ação em que os controles foram assumidos manualmente.

No dia 15, Najib Razak, primeiro-ministro da Malásia, confirmou que a aeronave mudou de rota e voou durante horas na direção oeste, tendo enviado sinais para um satélite até por volta das 8h14, cerca de 7 horas além do último contato com o controle aéreo.

Os corredores norte e sul, onde se concentraram as buscas a partir de 16 de março

DIA 16 E 17 DE MARÇO

No dia 16, as autoridades malaias confirmaram a declaração do primeiro-ministro no dia anterior, de que a partir do último sinal de satélite captado, o avião poderia ter seguido por dois possíveis corredores aéreos, de aproximadamente 640 km de largura:

No dia 17, foi o presidente da Malaysia Airlines, Ahmad Jauhari Yahy, quem ficou sob os holofotes e comunicou em uma coletiva de imprensa que foi o copiloto da aeronave, Fariq Hamid, de 27 anos, quem fez o último contato com o controle de tráfego aéreo, uma mensagem enviada ao entrar no espaço aéreo vietnamita, um "tudo bem, boa noite".

Área onde teoricamente o avião poderia ser encontrado

DIA 18 E 19 DE MARÇO

As investigações seguiram sem nenhuma evolução significativa e as buscas continuaram na área delimitada pelos dois corredores, que foi calculada em 7,5 milhões de km2, equivalente à do território australiano.

DIA 20 E 21 DE MARÇO

No dia 20, a Austrália divulgou imagens de satélite, registradas em 16 de março, em que apareciam dois objetos flutuantes a cerca de 2 500 km de Perth, na costa sudoeste australiana . No dia 20, nada foi encontrado e as buscas foram interrompidas à noite devido ao mau tempo e pouca visibilidade, sendo retomadas no dia seguinte (21) pela manhã e durante todo o dia, também nenhum objeto foi encontrado

DIA 22 À 31 DE MARÇO

A China divulgou novas imagens de satélite de possíveis destroços, localizados na posição.

Após a confirmação da queda do avião no Oceano Índico, as buscas continuaram por vários dias sem qualquer resultado. Um satélite tailandês teria captado imagens de cerca de 300 objetos a sudoeste de Perth, mas nenhum destroço do avião foi encontrado pelos navios e aviões envolvidos nas buscas.

DIA 01 À 30 DE ABRIL

No início de abril continuaram a aparecer novas pistas, que acabaram não tendo nenhum sucesso. Além das fortes correntes marítimas, tempestades e falta de visibilidade, aquela região do oceano também se caracteriza por conter uma grande quantidade de lixo, objetos vindos de navios e do litoral, o que também dificultou as buscas..

Entre os dias 14 e 17 de abril, foram realizadas três missões com o mini-submarino autônomo Bluefin 21, que pode identificar objetos através da criação de um mapa do fundo do mar, gerado a partir de emissões de sonar. O veículo foi enviado à área em que foram captados os sinais acústicos pelo TPL, rastreando cerca de 90 km2, mas nenhuma das incursões mostrou nada de significativo. Cada missão teve duração aproximada de 16 horas e o equipamento chegou a ultrapassar a profundidade operacional recomendada pelo fabricante, que é de 4 500 metros.

ENCERRAMENTO DAS BUSCAS AÉREAS

Em 30 de abril as buscas aéreas foram encerradas de forma oficial.

NOVA FASE DE BUSCAS

Decorridos sete meses do desaparecimento, sem que tivesse sido descoberto qualquer vestígio, as buscas submarinas foram retomadas em 6 de outubro de 2014, utilizando equipamentos de sonar com capacidade para submergir a até seis mil metros de profundidade. As buscas submarinas continuaram sem nenhum resultado. Em 29 de janeiro de 2015, quase onze meses depois do desaparecimento, o Departamento de Avião Civil da Malásia declarou que o desaparecimento do voo MH370 foi oficialmente considerado um acidente e todos os 239 ocupantes a bordo também considerados oficialmente mortos. Esta decisão estaria em conformidade com as normas internacionais de aviação civil. Até março de 2015, a área de buscas foi calculada em 60 mil quilômetros quadrados.

PARTES DO AVIÃO ENCONTRADAS

No final de julho de 2015, foi encontrada uma parte da asa da aeronave no litoral da ilha de Reunião, próximo a Madagascar. A peça, encontrada por moradores durante uma limpeza da praia, foi submetida a uma perícia por especialistas e identificada como sendo do MH370. Além desta peça, foram encontradas almofadas de poltronas e janelas de avião, que as autoridades acreditam ser também da mesma aeronave.



ENCERRAMENTO DAS OPERAÇÕES DE BUSCA

Em janeiro de 2017 e quase após três anos do acidente, as buscas foram oficialmente terminadas. Autoridades oficiais da Austrália, Malásia e China concordaram que as atividades terminariam quando considerassem completada a zona de busca definida. Com um custo estimado em 145 milhões de dólares foi a mais complexa e cara na história da aviação.

Em janeiro de 2018, o governo malaio firmou um acordo com a empresa norte-americana Ocean Infinity, especializada em buscas submarinas. No contrato, a empresa seria remunerada pelo trabalho, se encontrasse a aeronave ou as caixas pretas, dentro de um prazo de noventa dias. A pedido da empresa, as buscas foram encerradas um mês depois do prazo, em maio de 2018, sem qualquer resultado positivo.

ATO TERRORISTA

A Boeing anunciou que montou uma equipe de especialistas para prestar assistência técnica aos investigadores. As autoridades descobriram que dois passageiros embarcaram com passaportes de outras pessoas, roubados meses antes na Tailândia, o que levou a uma suspeita de ato terrorista.

OUTRAS SUSPEITAS

No curso das investigações iniciais, a hipótese de ato terrorista foi se tornando menos provável. Os dois iranianos que embarcaram com passaportes roubados tinham reservas para irem para a Europa, o que levantou suspeitas de que poderiam ser simplesmente criminosos ou imigrantes ilegais, que costumam viajar portando documentos falsos ou roubados. Outras possibilidades foram sendo também investigadas além do sequestro, entre as quais estavam sequestro (não vinculado a ato terrorista), sabotagem e problemas psicológicos e pessoais de passageiros ou membros da tripulação

INVESTIGAÇÃO AOS TRIPULANTES

A Malaysia Airlines investigou também relatos de uma turista australiana que acusou o copiloto Fariq Ab Hamid de tê-la deixado entrar na cabine de comando junto com uma amiga, durante um voo em 2011, o que violaria as normas de segurança da companhia.

Na casa do piloto foi encontrado um simulador de voo montado por ele próprio. O ministro da Defesa da Malásia, Hishammuddin Hussein, informou que alguns dados do simulador foram deletados e que os técnicos estavam tentando recuperar as informações apagadas. O simulador supostamente teria cinco pistas para simulação de aterrissagem, nas ilhas Maldivas, Diego Garcia, na Índia e no Sri Lanka.

AJUDA DE OUTROS PAÍSES

A evidência de que o voo continuou por várias horas depois de ter saído das telas dos radares fez com que a Malásia pedisse ajuda nas investigações aos governos de Bangladesh, Mianmar, Laos, Cazaquistão, Quirguistão, Paquistão, Turcomenistão, Uzbequistão e França, além de Austrália, China, Indonésia, Tailândia e Vietname, que já estavam participando das operações internacionais de procura.

Os EUA também ajudaram, com um navio de busca e um avião de vigilância P-8 Poseidon no Golfo de Bengala e no Mar de Andaman.

Equipes de busca no navio americano USS Kidd (DDG-100) em 17 de março de 2014.

PROBABILIDADE DA ROTA

A partir de 16 de março, as buscas passaram a ser feitas ao longo de dois prováveis corredores, por onde o avião poderia ter seguido, após o último sinal captado pelos satélites, chamados de "corredor norte" (da Tailândia até e fronteira Cazaquistão-Turcomenistão) e "corredor sul" (da Indonésia até o Oceano Índico).

COMPARAÇÃO AF447 - A330  

A queda do voo MH370 no mar, em uma região de grande profundidade, foi comparada à queda do Voo AF447 da Air France em 2009 no Oceano Atlântico, em uma região onde a profundidade chegava a quase 4 000 metros. As dificuldades para encontrar os destroços, naquele acidente, fizeram com que as autoridades aeronáuticas europeias recomendassem algumas modificações para facilitar o rastreamento em operações de busca difíceis como estas. Embora os destroços do voo da Air France tenham sido localizados 2 dias após o desaparecimento do voo, as caixas pretas só foram recuperadas dois anos depois da queda.

RECOMENDAÇÕES DE SEGURANÇA

Entre as recomendações pedidas pelo BEA, agência de investigação francesa para acidentes aeronáuticos, que foi responsável pelo relatório final daquele acidente, estão:

  • aumento da autonomia das baterias das caixas-pretas de trinta para noventa dias;
  • aumento do alcance do sinal emitido pelas caixas-pretas de dois para quarenta quilômetros;
  • alteração da programação do ACARS, para envio de mensagens automáticas em tempo real e com intervalo menor entre elas, em caso de pane ou emergência;
  • aumento do tempo de gravação de voz da cabine de duas para quinze horas, fornecendo mais informações para a investigação das causas.

MISTÉRIO

O relatório de 450 páginas sobre o caso, publicado em julho passado, concluiu que, por enquanto, a causa real do desaparecimento do MH370 não pode ser determinada, algo "socialmente inaceitável". Jiang está confiante de que, ao longo dos anos, os avanços tecnológicos permitirão encontrar a aeronave e resolver a incerteza que ainda tira seu sono. 

Não encontraram a caixa preta. Não encontraram os restos do avião. 

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