Companhias sofrem pelo Impacto causado pelo COVID-19


O setor aéreo foi um dos primeiros a sofrer o grande impacto da pandemia do novo coronavírus e, para a Latam, as empresas do ramo precisam de ajuda do governo. Caso contrário, não irão sobreviver. Segundo Jerome Cadier, presidente da empresa, a previsão de queda na demanda do transporte aéreo após a pandemia pode ser de 30% a 40%, 

A Latam está operando hoje com apenas 25 voos diários, algo como 3% de sua capacidade antes da pandemia. Mesmo assim, as viagens seguem com poucos passageiros. Cadier acredita que o pior ainda está por vir. "Vai ser um cenário muito crítico. Quem não tiver custo baixo, não sobrevive", afirmou. "Estamos queimando combustível. A minha malha hoje não paga o custo variável. Os únicos países em que estamos operando hoje são Chile e Brasil, atendendo a uma demanda dos governos. O ideal hoje seria parar de voar." As perspectivas de futuro para Cadier ainda são desafiadoras, mas algumas coisas já estão claras. O primeiro desafio para a Latam será fazer com que a empresa não se resuma a 20.

"Como eu terei me endividado para sobreviver à primeira onda, vou querer botar o avião para voar. Se a margem não for positiva no curto prazo, eu morro no médio prazo. Vai ser um cenário muito crítico. Quem não tiver custo baixo, não sobrevive. Talvez as empresas sobrevivam à primeira onda. Mas muitas podem desaparecer em 2021, 2022", disse. 

Para reduzir os custos, o presidente explica que será preciso trabalhar com um custo por hora de voo 25% menor e que muitas mudanças na forma com que o setor aéreo trabalha precisarão ser feitas, como a maneira de remunerar os tripulantes, contratação de mão de obra, contratos com empresas.

Cadier acredita que tudo deverá ser mais flexível, o que inclui uma necessidade de revisão da quantidade de horas máximas de voos permitidas para os tripulantes.

"Vamos ter que caminhar na direção de mais flexibilidade. E o setor é tudo menos flexível (...) A única coisa que consigo ver de positivo hoje é a possibilidade de revermos regras tão restritivas", destacou. Sobre as alternativas que a Latam já adotou para equilibrar as contas, Cadier explicou que foi possível reduzir custos trabalhistas com o seu programa voluntário de licença não remunerada (de três meses) que teve adesão de cinco mil funcionários.


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