Futuro incerto na Embraer com algumas possibilidades, e agora?


Em meio aos seus 50 anos de idade a Embraer vive um momento um tanto melindroso, com uma proposta de casamento com a Boeing que dividia opiniões pelo mundo, e agora a separação antes do casamento em meio a pandemia do COVID-19.

Com a separação a Embraer se viu em uma situação bem delicada na bolsa de valores, onde suas ações despencaram, para se recuperar a Embraer precisa de uma ação eficaz, "o tiro certo". Entre essas ações, a Embraer avalia possibilidades como reestatização,  parceria com a China e parceria com BNDES.

Reestatização da Embraer (PL 2.195/2020)
Após o anuncio da Boeing no ultimo sábado (25/04) a respeito do rompimento da parceria com a Embraer, o senador Jaques Wagner (PT-BA) deu entrada no Senado Federal com um projeto para direcionar um auxilio do BNDES em uma futura reestatização da empresa como era desde sua criação, em 1969, até 1994.


Ainda segundo o senador essa fusão já era fracassada desde o inicio, já que precisava da autorização governamental brasileira para se iniciar, e tendo em vista a importância desta empresa para o setor e para a economia nacional, Wagner, cobra, neste momento, uma ação do governo para preservar a empresa e seus negócios.

“A Embraer gera 17 mil empregos diretos e 5 mil terceirizados, e é a terceira maior exportadora do país. A crise pela qual passamos escancarou a relevância de articularmos Estado e mercado em esforços para que o país se desenvolva, inclusive na tecnologia. O receituário liberal, de redução do Estado e privatizações, amplia a dependência externa, com implicações na atividade econômica”, diz Wagner.

O senador fala também dos negócios da empresa onde a Embraer detém tecnologia no desenvolvimento e produção de aviões militares, comerciais, agrícolas e executivos, além de peças aeroespaciais, satélites e equipamentos para monitoramento de fronteiras. e diz que a venda da empresa é um risco a soberania e ao desenvolvimento tecnológico ao Brasil.

Entre tanto, essa não é a unica possibilidade a frente, o presidente Jair Bolsonaro e o vice-presidente, Hamilton Mourão na última segunda feira (27/04) falaram sobre o fim desta fusão com a Boeing e a busca da Embraer por outros parceiros internacionais. Ainda segundo Mourão a nova parceria poderá vir de uma empresa chinesa.

“Há males que vêm para bem, nós temos o produto e eles têm a necessidade. Nós temos a tecnologia…É um casamento inevitável”, afirmou Mourão sobre parceria com a China.

Com a declaração de Mourão, as ações da empresa voltaram a subir, seus ativos somavam 6,66% R$ 8,17, depois de perder 7,49%. Os ganhos estão acima do IBOVESPA hoje, que subia 2,85% a 80.467 pontos.

BNDES
Pela Embraer ser uma empresa estratégica do ponto de vista de defesa nacional e comercial, o governo pode tomar providências para evitar a sua falência. As opções, além de parceria com um player estrangeiro, são por meio de financiamento do BNDES, seja por aumento da participação do banco no controle da fabricante ou em uma linha de crédito de longo prazo. Os executivos da fabricante já têm conversas com os dirigentes do banco de fomento. Vale ressaltar que os rumos da Embraer dependem do governo federal, que detém a golden share sobre a empresa, ou seja, a palavra final em uma decisão é da União.


Vale ressaltar que mesmo a Embraer sendo uma empresa estratégica do ponto de vista de defesa nacional e comercial e o governo possa tomar providências para evitar a sua falência, isso não indica nada que as mesmas serão tomadas, aqui no Brasil já tivemos casos como este como o da já extinta Varig, que se tratava de uma empresa estratégica para os setores de logística e economia do país e mesmo assim não teve o auxílio governamental e teve seu fim decretado pelo Poder Judiciário do Brasil em 20 de agosto de 2010 junto a mais duas empresas do grupo, a Rio Sul Serviços Aéreos Regionais e a Nordeste Linhas Aéreas.

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