História da Viação Rio Grandense - VARIG


Criada em 07 de Maior de 1927(93 anos) no Rio Grande do Sul, durante décadas foi a principal companhia aérea do Brasil até enfrentar crises nos anos 1990 e ser vendida em 2007 para a Gol e desaparecer do mercado.  A Varig tinha como pontos fortes a variedade de suas rotas nacionais e internacionais, a utilização de aviões modernos e, principalmente, a qualidade do serviço, que chegou a ser premiado como o melhor do mundo em 1979 pela revista americana Air Transport World.  

A mais importante companhia aérea brasileira foi criada por um alemão. O ex-oficial-aviador da Força Aérea Alemã Otto Ernst Meyer chegou ao Brasil para trabalhar em uma empresa têxtil em Recife (PE) e logo viu o futuro potencial da aviação no país. Otto tentou apoio dos governos de Pernambuco e do Rio de Janeiro para abrir uma empresa aérea, mas só encontrou ajuda no Rio Grande do Sul.


Com o projeto viabilizado, Otto partiu para a Alemanha, onde fechou um acordo para que a Condor Syndikat tivesse 21% do controle da Varig em troca de aviões e manutenção das aeronaves. Assim, a Varig receberia seu primeiro hidroavião Dornier J-Wal, com capacidade para nove passageiros. No início, a Varig fazia apenas voos regionais dentro do Estado do Rio Grande do Sul. A primeira rota sobrevoava a Lagoa dos Patos, ligando Porto Alegre a Rio Grande (RS).  O primeiro avião com trem de pouso foi incorporado à frota da Varig em 1932, um Junkers A-50, seguido do Junkers F-13.

Para viabilizar as operações, a Varig construiu nas cidades para onde voava pistas de pouso e decolagem de terra.  A grande expansão da Varig começou efetivamente somente na década de 1940. Em meio à Segunda Guerra Mundial, a alemã Condor Syndikat já não fazia mais parte do controle acionário da Varig. O comando da empresa estava nas mãos de Rubem Berta, que havia sido o primeiro funcionário da Varig.  Voos internacionais  Com o avião Havilland DH-89 Dragon Rapide, a Varig realizou em 1942 o primeiro voo comercial internacional de uma companhia aérea brasileira na rota entre Porto Alegre e Montevidéu, no Uruguai.  O fim da Segunda Guerra Mundial trouxe mais uma oportunidade de negócios para Varig. O término dos conflitos criou um excedente de aviões de guerra. Assim, a Varig adquiriu diversos aviões dos modelos Douglas DC-3 e Curtiss C-46, convertidos para uso civil.


Os novos aviões permitiram que a Varig se tornasse uma empresa nacional, expandindo seus voos para todas as regiões do país.  A rota mais longa da companhia até então surgiria em 1955 com os aviões Lockheed Constellation. O voo ligava Porto Alegre a Nova York, nos Estados Unidos, com escalas em São Paulo, Rio de Janeiro, Belém (PA) e Santo Domingo, na República Dominicana.  Em 1959, a empresa entrava na era dos jatos com a chegada dos aviões Sud Aviation Caravelle. No ano seguinte, era a vez de receber os primeiros Boeing 707.


Em 1968, o 707 passou a ser utilizado para voos para Tóquio, no Japão. A rota para o Japão foi uma herança da Real Aerovias, que a Varig acabara de adquirir.  Com a compra da Real Aerovias e o fim da Panair do Brasil, a Varig passou a ter o monopólio das rotas internacionais a partir do país, medida instituída pelo governo militar. Assim, a Varig era a única companhia aérea com voos para o Japão, Estados Unidos, Europa, África e América do Sul.  Ao mesmo tempo em que investia nos jatos, a Varig ainda acreditava nos turbo-hélices para suas rotas domésticos. Em 1962, a empresa recebeu os primeiros aviões do modelo Lockheed Electra II. Eles serviram para diversas rotas nacionais, mas ficaram famosos mesmo por serem utilizados por quase 30 anos na ponte aérea Rio – São Paulo. 


O último voo do Electra nessa rota ocorreu somente em 1991.



Para as demais rotas, a Varig seguia investindo na modernização de sua frota de aviões, com a aquisição dos modelos Boeing 727, Boeing 737 e Douglas DC-10.  No entanto, o que fez a companhia ganhar tantos admiradores foi o seu serviço de bordo. Todos os passageiros recebiam suas refeições em louça, com talheres de metal e copos de vidro. Para os passageiros da primeira classe da Varig, era servido até mesmo caviar.


Os problemas da Varig começaram a surgir na década de 1980, quando o governo congelou o preço das tarifas. Nos anos de 1990, chegava ao fim o monopólio das rotas internacionais, e a empresa passou a enfrentar maior concorrência, especialmente com a TransBrasil. 

No mercado interno, o crescimento da TAM e, mais tarde, o surgimento da Gol deixaram a situação da Varig ainda mais complicada. Em 2002, o prejuízo da companhia ultrapassou os R$ 2 bilhões. Sem condições financeiras, a Varig iniciou um processo de recuperação judicial até ser vendida para a Gol em 2007.  No início, a Gol ainda voava com diversos aviões pintados com a marca da Varig. A imagem da companhia, no entanto, foi ficando cada vez mais desgastada até desaparecer completamente. 

Momentos marcantes

Como principal companhia aérea brasileira, era natural que a Varig estivesse presente em importantes momentos da história do Brasil. Entre presidentes da República, artistas e atletas, o passageiro mais importante que já viajou em um avião da Varig foi o papa João Paulo 2º.  Naquela época, a companhia aérea italiana Alitalia era a responsável por transportar o Papa na saída de Roma. A volta para casa, no entanto, era realizada por uma companhia do país que o papa estava visitando.


Nas vezes em que visitou o Brasil, foi a bordo de um avião da Varig que João Paulo 2º retornou para casa.  Diversos presidentes da República também faziam seus deslocamentos em viagens nacionais e internacionais com a Varig. 


Apesar de ser uma empresa privada, ao longo da sua vida a Varig sempre recebeu muito apoio e incentivos do governo.  Durante anos, a Varig também foi a patrocinadora da seleção brasileira de futebol, transportando os atletas e comissão técnica em diversas copas do mundo. Em 1994, ao chegar com o time tetracampeão do mundo, o jogador Romário apareceu na janela do piloto segurando a bandeira do Brasil.  



Oito anos depois, o gesto de Romário seria repetido em um avião da Varig pelo técnico Luis Felipe Scolari e pelo capitão Cafu na volta da seleção com o pentacampeonato na bagagem.

NOVA RAZÃO SOCIAL



VRG Linhas Aéreas, também conhecida como Nova Varig, foi uma companhia aérea brasileira que surgiu após o fim das operações da antiga Varig, em 2007, e começou a operar no mesmo ano, correspondendo à parte saudável da Varig, adquirida pela Varig Log. Em Novembro de 2007, a VRG Linhas Aéreas foi vendida para a Gol Linhas Aéreas, que a manteve como uma empresa separada até o segundo semestre de 2008, quando as marcas Varig e Gol foram unificadas numa única razão social. A partir de então apenas alguns voos utilizaram o nome "VARIG", que foi sendo abandonado progressivamente. Atualmente, a logomarca oficial da companhia aérea em todas as aeronaves é a marca da GOL Linhas Aéreas.


A empresa foi fundada em Agosto de 2007 após o encerramento das atividades da Varig, correspondendo à parte economicamente saudável da companhia. Se a antiga Varig encerrasse suas operações era possível que a Varig Log também fechasse.E então os ativos foram comprados pelos mesmo grupo de empresários que havia arrematada a Varig Log meses antes.


A Nova Varig iniciou suas operações com apenas duas aeronaves remanescentes, já que as demais se encontravam bloqueadas judicialmente e se fossem utilizadas os donos da companhia poderiam ser presos.

A primeira rota retomada foi a ponte aérea Rio-São Paulo e nos meses seguintes outras rotas nacionais e internacionais foram retomadas. A empresa foi praticamente refeita do zero. Entretanto alguns fornecedores se recusavam a fornecer à nova empresa por causa de débitos que ficaram com a Antiga Varig. Ainda assim a Nova Varig se tornou a campeã em pontualidade.

Meses depois, porém, a situação do caixa se agravava. A saída foi a venda da Nova Varig, senão as duas companhias (Varig Log e Nova Varig) estariam ameaçadas. Havia propostas de TAM, GOL e LAN pela compra da companhia. Os gestores preferiram vender para a GOL que estava disposta a comprar no ato e as outras propostas, mesmo que maiores, levariam algum tempo para se concretizar.


Sob a gestão da GOL a Varig prosseguiu independente por alguns meses retomando rotas nacionais e internacionais até que em Novembro de 2007 as estruturas das empresas foram unificadas com a Gol incorporando a razão social VRG Linhas Aereas S/A
A Marca Varig ainda pode ser vista até agosto de 2014, quando as últimas aeronaves foram pintadas nas cores da GOL. O motivo foi a crise financeira da GOL após a compra da webjet.

Atualmente os direitos da marca Varig é de propriedade da Smiles S.A.


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