Chefe da FAA vai pilotar 737MAX para provar que o modelo é seguro


O chefe da Administração Federal de Aviação (FAA), Stephen M. Dickson, afirmou hoje que o Boeing 737 MAX só retornará ao serviço após a conclusão de um processo de revisão abrangente e rigoroso.

Antes que a aeronave retorne aos céus, a FAA deve assinar todas as análises técnicas dos aprimoramentos de segurança propostos pela Boeing, disse o Administrador Dickson durante depoimento à Comitê de Comércio, Ciência e Transporte do Senado e às famílias das vítimas das companhias Ethiopian e Lion Air.

Além disso, Dickson prometeu que ele próprio pilotaria a aeronave e deve estar convencido de que colocaria sua família a bordo sem pensar duas vezes antes de a ordem de retorno ao serviço ser aprovada.

“Como já dissemos muitas vezes no passado, a segurança é a principal consideração nesse processo”, disse Dickson. “Esse processo não é guiado por um calendário ou cronograma”.

A FAA continua a aderir a uma análise metódica, baseada em dados, revisão e validação dos sistemas de controle de voo modificados e treinamento de pilotos necessários para retornar com segurança o 737 MAX ao serviço comercial. A decisão de retorno ao serviço da FAA se baseará exclusivamente na análise dos dados da agência para determinar se as atualizações de software propostas pela Boeing e o treinamento de pilotos abordam os fatores que levaram ao aterramento da aeronave.

Dickson afirmou que a agência controla totalmente o processo de aprovação dos sistemas de controle de voo 737 MAX e não está delegando essa autoridade à Boeing. Além disso, a FAA manterá a autoridade para emitir certificados de aeronavegabilidade para exportação para todos os novos aviões 737 MAX fabricados desde o aterramento. Os pilotos terão recebido todo o treinamento necessário para operar com segurança a aeronave antes que ela retorne.

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